Advogo o diabo
(quiçá rogada)
libelo flagrante
fragmentos rodopiam aleatórios
ou nem tanto
Resisto ao fácil girar da maçaneta
Não quero consumir-me por palavras
eternizar-me fóssil neste castelo
Longo edíficio que construíste
incitante belo princípe de barbas azuis
Tremulo palpito receio
com penca de chaves nas mãos a cair
não entro
Quisera ser hieroglifo
Quebra cabeça que não se encaixa (a não ser em peito seu)
a mais uma de suas fadas enfadadas secas e aniquiladas
a limitar-me em previsível circunferência nestas tão linhas retas
e esvair-me em progressiva e lenta degradação rumo a morte.
Onde as palavras restam vivas, na triste condição de serem demasiadas ou módicas
reverberando somente passado quente na tela fria
Enquanto o amor... ah.
N,'






